terça-feira, 18 de agosto de 2026

No passado dia 10 de Agosto subi ao ponto mais alto da Mongólia, mais concretamente, o Pico Khuiten (Pico da Amizade, em mongol) com 4.374 m de Altitude. Dois dias antes escalara outra montanha, o Pico Malchin, com 4.050 m. Ambas fazem parte da designada cordilheira do Altai. No topo das duas montanhas facilmente se avistam os dois países que fazem fronteira com este país da Ásia central, a saber, a China e a Rússia. A preparação para a ascensão destas duas montanhas exigiu um período de aclimatação que durou uma semana. Até aí foi necessário fazer um voo interno da capital Ulaanbaatar (ou Ulan Bator) até Ulgii, a cidade mais a ocidente e mais próxima da referida cordilheira, para aí empreender, ainda no mesmo dia, uma longa e penosa viagem de 7 horas em veículo todo-o-terreno, por estradões de terra bastante sinuosos, até ao Parque Nacional Tavan Bogd, onde está estabelecido o primeiro dos 3 acampamentos nos quais se pernoita.
Para além da exigência física e técnica empreendidas, recordo o ambiente e as inspiradoras paisagens de cortar a respiração. Ainda houve tempo para conhecer um pouco da cultura mongol, em especial dos povos nómadas, muito característicos deste país asiático, que além de criadores de gado (ovelhas, cavalos e iaques), se dedicam ao treino de águias utilizadas para a caça.